Vivemos um cotidiano tão conturbado e estressante que não percebemos que nossas ações que tentam aproveitar ao máximo o tempo para o trabalho, ao mesmo tempo que nos deixam debilitados fisicamente, nos afastam do convívio social.
Cada vez menos visitamos amigos, familiares e os próprios vizinhos que são as pessoas mais próximas da gente e o pior disso tudo é que achamos isso normal. Se um amigo telefona para conversar e ultrapassa 15 minutos de conversa já nos sentimos incomodados e deixamos de dar atenção a ele, desenvolvendo outra atividade concomitantemente com a conversa. Nem nos finais de semanas temos tempo para dialogar com o próximo, pois temos atividades em casa e na maioria das vezes também temos poucas oportunidades de conversar com o pessoal da nossa própria casa.
E por que isso acontece? Por que damos mais importância aos compromissos do que às pessoas? Por que preferimos conversar com amigos pelo msn, orkut ou qualquer outro site de relacionamento a ir a casa deles, conversar, ouvir a voz, apertar a mão, rir, abraçar...?
Eu não sei responder a essas perguntas, só me pergunto hoje o que eu levaria da vida se fosse o meu último dia...
Não levaria nenhum bem material porque de nada valeria, não levaria dinheiro, não levaria meu trabalho e meu conhecimento científico... então que eu poderia levar??
E essa resposta é muito óbvia, a gente leva aquilo que ganhamos das pessoas:
levamos um aperto de mão que lhe deu segurança quando você estava inseguro pra realizar algo...
levamos o sorriso de alguém que quando você despejava toda a sua ira nele, ele simplesmente se manteve em silêncio e sorriu...
Levamos a oração que alguém que nos ama faz quando vai adormecer ou quando se desperta, pedindo para que nada de mal nos aconteça e que nosso dia seja bom...
Levamos o abraço que nos confortou num momento de angústia e desespero e que sem palavra alguma nos fez entender que há alguém que se importa conosco...
Levamos as lágrimas que deixamos rolar, para superar uma dor, um sofrimento...
Levamos as cicatrizes da alma, que não doem, mas, estão lá para que valorizemos o momento que vivemos...
Levamos uma palavra amiga...
A sensação de uma carícia na cabeça ou nos ombros quando o mundo parecia ser um fardo pesado demais para nós...
Levamos as pessoas que estiveram e celebraram os momentos felizes da nossas vidas...
Levamos os ensinamentos dos mais experientes....
E principalmente levamos o amor daquelas pessoas que sabem amar e ser amadas...
Pensando nisso, percebi que vou levar um pouco de cada pessoa que se fez importante em minha vida, porque sempre procurei, por mais que estivesse atarefada, cansada ou com muitos problemas a resolver... sempre procurei ouvir e entender o outro e se possível ajudar. Quantas noites dormi de madrugada dormindo uma ou duas horas, por estar conversando com um amigo distante que precisava simplesmente desabafar e saber que alguém se importava com ele.
Quantos passeios perdi por ficar ao telefone com uma amiga que passava por momentos delicados.
Quantas madrugadas fiquei acordada ajudando a corrigir textos de amigos que iriam publicar ou participar de processos seletivos, e chegava atrasada no trabalho por não ter conseguido acordar no horário certo.
Sempre procurei ajudar quem me pedia ajuda, sei que fiz minha parte...
Se recebi o mesmo tratamento quando precisei? Raramente... Mas isso não deve ser um impecilho pra continuar ajudando essas pessoas.
E você? Quantos telefonemas deixou de atender por não ter tempoou por falta de vontade? Quantos aniversários, casamentos, formaturas, homenagens deixou de ir?
Quantos abraços negou?
Quantos sorrisos silenciou?
Quantos corações machucou?
Quantas vezes repetiu a uma pessoa que sempre que ela precisasse ela poderia contar com você... e quando essa pessoa realmente precisou, você ou avaliou que o problema dela era menor que o seu, ou não teve tempo e paciência para se quer escutá-la ou pior simplesmente disse que ela não poderia mais contar com você e lhe virou as costas?
O que você vai deixar quando partir? O que vai levar?
Quantas pessoas terão motivos para sentir saudades e orar por você?
Quanto de você fica em cada pessoa que passa pelo seu caminho?
Você realmente sabe deixar-se ser amado?
Um dia a gente aprende que: "não importa o que você tem na vida, mas quem você tem na vida"
Quantos amigos você tem? De quem você realmente é amigo?
"Os dias correm, somem e com o tempo não vão voltar.
Só há uma chance pra viver.
Não perca a força, os sonhos não deixe nunca de acreditar que tudo vai acontecer."
E nunca se esqueça de que só há uma chance pra VIVER!!
Jaqueline Queiroz Procópio dos Santos
Cada vez menos visitamos amigos, familiares e os próprios vizinhos que são as pessoas mais próximas da gente e o pior disso tudo é que achamos isso normal. Se um amigo telefona para conversar e ultrapassa 15 minutos de conversa já nos sentimos incomodados e deixamos de dar atenção a ele, desenvolvendo outra atividade concomitantemente com a conversa. Nem nos finais de semanas temos tempo para dialogar com o próximo, pois temos atividades em casa e na maioria das vezes também temos poucas oportunidades de conversar com o pessoal da nossa própria casa.
E por que isso acontece? Por que damos mais importância aos compromissos do que às pessoas? Por que preferimos conversar com amigos pelo msn, orkut ou qualquer outro site de relacionamento a ir a casa deles, conversar, ouvir a voz, apertar a mão, rir, abraçar...?
Eu não sei responder a essas perguntas, só me pergunto hoje o que eu levaria da vida se fosse o meu último dia...
Não levaria nenhum bem material porque de nada valeria, não levaria dinheiro, não levaria meu trabalho e meu conhecimento científico... então que eu poderia levar??
E essa resposta é muito óbvia, a gente leva aquilo que ganhamos das pessoas:
levamos um aperto de mão que lhe deu segurança quando você estava inseguro pra realizar algo...
levamos o sorriso de alguém que quando você despejava toda a sua ira nele, ele simplesmente se manteve em silêncio e sorriu...
Levamos a oração que alguém que nos ama faz quando vai adormecer ou quando se desperta, pedindo para que nada de mal nos aconteça e que nosso dia seja bom...
Levamos o abraço que nos confortou num momento de angústia e desespero e que sem palavra alguma nos fez entender que há alguém que se importa conosco...
Levamos as lágrimas que deixamos rolar, para superar uma dor, um sofrimento...
Levamos as cicatrizes da alma, que não doem, mas, estão lá para que valorizemos o momento que vivemos...
Levamos uma palavra amiga...
A sensação de uma carícia na cabeça ou nos ombros quando o mundo parecia ser um fardo pesado demais para nós...
Levamos as pessoas que estiveram e celebraram os momentos felizes da nossas vidas...
Levamos os ensinamentos dos mais experientes....
E principalmente levamos o amor daquelas pessoas que sabem amar e ser amadas...
Pensando nisso, percebi que vou levar um pouco de cada pessoa que se fez importante em minha vida, porque sempre procurei, por mais que estivesse atarefada, cansada ou com muitos problemas a resolver... sempre procurei ouvir e entender o outro e se possível ajudar. Quantas noites dormi de madrugada dormindo uma ou duas horas, por estar conversando com um amigo distante que precisava simplesmente desabafar e saber que alguém se importava com ele.
Quantos passeios perdi por ficar ao telefone com uma amiga que passava por momentos delicados.
Quantas madrugadas fiquei acordada ajudando a corrigir textos de amigos que iriam publicar ou participar de processos seletivos, e chegava atrasada no trabalho por não ter conseguido acordar no horário certo.
Sempre procurei ajudar quem me pedia ajuda, sei que fiz minha parte...
Se recebi o mesmo tratamento quando precisei? Raramente... Mas isso não deve ser um impecilho pra continuar ajudando essas pessoas.
E você? Quantos telefonemas deixou de atender por não ter tempoou por falta de vontade? Quantos aniversários, casamentos, formaturas, homenagens deixou de ir?
Quantos abraços negou?
Quantos sorrisos silenciou?
Quantos corações machucou?
Quantas vezes repetiu a uma pessoa que sempre que ela precisasse ela poderia contar com você... e quando essa pessoa realmente precisou, você ou avaliou que o problema dela era menor que o seu, ou não teve tempo e paciência para se quer escutá-la ou pior simplesmente disse que ela não poderia mais contar com você e lhe virou as costas?
O que você vai deixar quando partir? O que vai levar?
Quantas pessoas terão motivos para sentir saudades e orar por você?
Quanto de você fica em cada pessoa que passa pelo seu caminho?
Você realmente sabe deixar-se ser amado?
Um dia a gente aprende que: "não importa o que você tem na vida, mas quem você tem na vida"
Quantos amigos você tem? De quem você realmente é amigo?
"Os dias correm, somem e com o tempo não vão voltar.
Só há uma chance pra viver.
Não perca a força, os sonhos não deixe nunca de acreditar que tudo vai acontecer."
E nunca se esqueça de que só há uma chance pra VIVER!!
Jaqueline Queiroz Procópio dos Santos
"muito bonito, e é uma verdade o cotidiano nos faz repensar atitudes, e atitudes, porém devemos sempre ter em instância primordial que o verdadeiro componente da vida de cada um de nos são as pessoas com quem nos relacionamos, seja no dia a dia, no cotidiano ou esporadicamente mas só devemos entender que temos algo imensurável que aflora e ecoa por todos os lados sem pedir licença ou passagem. O gostar do outro.............."
ResponderExcluirJunior Tanus
Realmente! As pessoas estão muito atarefadas sem conseguir dar prioridade as coisas que realmente importam nessa vida.
ResponderExcluirPor isso também deixo aqui o meu recado, vivam como se hoje fosse o último dia da sua vida, dê mais atenção a sua família, amigos, etc. Porque nada volta. Bjs.